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Para marcar história

          Há muito se tem procurado saber o que eram as estrelas, afinal, elas eram a única coisa além da vasta escuridão do grande Universo a nossa volta, podiam ser vistas como meros pontos de luz no qual ninguém tinha noção do que poderia ser, mas com o forte senso investigativo humano, foi possível descobrir o mistério por trás delas, embora as piramides egípcias pode ter tido certa influência no começo da astronomia, seu ápice fora por volta de 1500 a.c, quando babilônios demostravam interesse no estudo dos astro, onde uma de suas melhores contribuições fora a marcação de dia, meses e anos, relacionando apenas a translação e rotação do nosso planeta diante do sol. 
       

        Quando a ciência se espalhou por algumas partes do mundo, como na Grécia, na Europa, no Árabe e etc. Pessoas como Hiparco, Ptolomeu, Galileu Galilei, Kepler e Copérnico vieram para marcar história, Hiparco foi responsável por inciar a catalogação de brilho estelar, Ptolomeu por determinar as órbitas dos planetas (colocando a terra como centro do Universo), Copérnico por dar fim a ideia da terra como centro do Universo e colocar o Sol no lugar (coitado do Ptolomeu), embora seu livro sobre o tema nunca tenha vindo a tona (coitado do Copérnico), Galileu por inventar o telescópio (caô, ele apenas aprendeu a construir em uma viagem para Veneza) e dar continuação a ideia de Copérnico e impulsionar Kepler a fazer estudos mais minuciosos sobre a verdadeira órbita dos planetas (Ptolomeu só se ferrou, mas não significou que não tenha sido importante para essa evolução, então, deem um joinha pro cara pô).




Poem a Day - O céu de hoje

Yay ! Hoje estou bem melhor, super animada, as férias estão chegando e meu aniversário tambééééém !
O tema do #PHpoemaday de hoje não poderia ser mais adequado <3 Posso deixar escapar que tem a ver com a paixão dos irmãos Bonates e minha nova tattoo ! Quero mesmo estar até semana que vem com ela na minha pele *-*

Apenas com coisas boas em mente, vou deixar meu poema bem mais elaborado e adorável do que o de ontem, ao som de Astronauta de Mármore 

O que são nebulosas afinal?

Elas ganham forma de nuvem interestelar composta de gás e poeira, composição que predomina a origem de quase todo o cosmo, e principal atração para a raça humana, se você está no ramo da astronomia, vai entender do que eu estou falando, se não, sem preocupações, porque este post vai lhe explicar tudinho sobre elas e sua magia no Universo.

O assunto que tratei acima se diz respeito as grandes e fabulosas nebulosas, grandes nuvens interstelares capazes de criar planetas e estrelas que possuem diferentes características e propriedades, podendo ser classificada em três tipos básicos, que abordarei logo abaixo:

Nebulosas de emissão: Nébulas que possuem brilho por causa da radiação de estrelas próximas, devido a mesma causar a ionização do Hidrogênio composta nela,  todas nebulosas possuem este elemento químico em sua composição, e quando falo de ionização, me refiro a antiga ideia de doação de elétrons entre os átomos que você deve ter aprendido nas aulas de química (ou ainda não), um exemplo de nebulosa de reflexão é a famosa M42 (esta classificação pertence ao catálogo Messier, que falarei a respeito possivelmente no próximo post), presente na constelação de Órion, abaixo das três marias:


Nebulosas de reflexão: Este tipo de nébula é bastante simples de ser compreendida, pois ela apenas refletem a luz de estrelas próximas e não possuem calor suficiente para causar a ionização de seus gases, como a NGC 1977, nebulosa do corredor (não me juguem se estiver errado, traduzi esta analogia do inglês), localizada no sentido noroeste da constelação de Órion:



Nebulosas escuras: Estas devem ser um pouco mais chatas do que as outras pelo simples fato de não brilharem, e é por isso que tem esse nome, mas não significa que não sejam importantes para a formação do Universo (elas também são legais!).

Também há as nebulosas planetárias, mas falarei delas depois que tratar do assunto sobre estrelas e seus cilos de vida, em um outro post.

Antes que eu possa postar uma imagem de nebulosa escura, deixe-me dizer os fatos reais das coisas para que não haja muita decepção sobre o tema, as imagens acima só ganharam o efeito desejado devido as técnicas usadas por satélites em orbita acima da nossa atmosfera, que emitem raios x e luz infravermelha que penetram as grossas partículas de poeira e também as nuvens de gás presentes nela, essas emissões só podem ser feitas em tal posição devido a magnetosfera (camada energizada de prótons e elétrons) e o ozônio (um composto de três átomos de Oxigênio que nos protege da radiação solar) bloquear a passagem da mesma (as nebulosas de reflexão e emissão ainda podem ser vistas a olho nú sem o exagero proposto na imagem). Mas não se decepcione, porque nem tudo é um rio de lágrimas, ainda é possível produzir algo parecido com o atual processamento de imagens, que é feita da obtenção de imagens únicas ou separadas por frames por segundo de um vídeo que é normalmente captada por um chip de silício, chamado de CCD, que é muito sensível a luz, perfeito para exposições em pleno céu escuro (quando digo escuro é escuro mesmo!), este chip não é difícil de se encontrar, você pode comprar um de alta resolução ou fazer que nem eu, usar o presente em sua web cam, acoplando-a em seu telescópio, e não irei mentir, fazer a acoplagem e achar o CCD é a parte mais fácil, aprender a fazer boas astrofotografias é que é a parte difícil, um programa que recomendo (se você quiser começar a tirar astro fotos) é o Registax, que tem uma interface simples de ser usada, aqui vai um link de um tutorial interessante que achei sobre como usá-lo:

E também um tutorial sobre as exposições que devem ser feitas para se obter as imagens:

E aqui vai uma imagem da conhecida Barnard59, localizada na constelação do Ofiúco:


E para vocês ficarem loucos e impacientes para a chegada do emu post sobre nebulosas planetárias, aqui vai a do Olho de Gato, NGC6543, na constelação do Dragão:



As Quatro Luas Galileanas - As Luas de Júpiter

     As quatro maiores luas de Júpiter são mostradas acima com algumas de suas características visíveis  


Júpiter abriga aproximadamente 66 luas em sua orbita, tendo algumas delas ainda não confirmadas pela IAU (União Astronômica Internacional), que também cuida de confirmações celestes como as deste tipo. Mas neste post, nos concentramos em suas quatro maiores luas, Io, Europa, Ganimedes e Callisto, mostradas sequencialmente na imagem acima. As quatro luas seguem o mesmo plano orbital retrógrado (sentido horário e alinhado com o plano equador imaginário do planeta) e foram primeiramente vistas por Galileu Galilei (1564-1642), que também contemplou outras visões como os anéis de Saturno e contribuiu para o avanço da física moderna, embora o aprofundamento sobre o conhecimento destas quatro luas vieram depois, ainda permanecem muitos mistérios sobre a mesma.

Começamos com Io, o único satélite com vulcanismo ativo em todo o sistema solar, sua superfície com diversas colorações e manchas escuras não apresentam traumas recentes causados por meteoritos, cometas, restos de asteroides
ou qualquer objeto semelhante, mesmo havendo muitas pertubações ao redor, nos mostrando o qual rapidamente seu terreno se modifica (é até lógico que isso aconteça, já que o material deixado pela atividade vulcânica varre quaisquer dessas evidencias, substituindo o solo esburacado por um novinho e folha).

Europa, um satélite dificilmente estudado devido a sua posição orbital em relação a Júpiter, possui uma superfície coberta por gelo e sem evidências de impactos recentes, assim como Io. Foi confirmado em 2013 no site oficial da Nasa a descoberta de oceanos embaixo do solo congelado da lua, quando o telescópio espacial Hubble capturou imagens do que seriam erupções de vapor de água que se espalhavam por sua atmosfera, a grande descoberta estimula ainda mais a procura por vida em outros lugares pelo Universo, será que ela pode ser encontrada em Europa?


Ganimedes, o maior de todos os satélites de nosso sistema solar, maior que mercúrio, apresenta diversas crateras, vales, montanhas e até mesmo vulcões (inativos), sua atmosfera é composta de oxigênio e ozônio e sua superfície coberta por gelo, o manto (camada que circunda o núcleo) apresenta uma característica bastante interessante, sua composição é praticamente gelo/água, a temperatura do gelo quase alcança o ponto de fusão. O fato de Ganimedes ter ozônio em sua atmosfera é devido ao campo magnético de Júpiter, que envia partículas carregas ao solo do satélite, que reage com o gelo produzindo assim, o ozônio.


Callisto, um satélite que aparenta estar em vulcanismo (falo isso porque foi meu primeiro erro ao analisar as quatro luas galileanas) na verdade possui uma superfície de gelo e rocha com crateras brancas, apresentando essa aparência escura e tenebrosa, porém fascinante, seu interior se assemelha com a de Ganimedes, se diferenciando apenas em tamanho e em número de crateras (que é grande afinal das contas).


Se estiver planejando alguma viagem interplanetária durante as férias, aconselho a visitar essas quatro luas, pode não ser a principal atração (se estiver procurando algo maior), mas uma viagem dessas com certeza valeria a pena, e lembre-se, se você for, precisará de um guia durante o tour, eu estarei disponível a qualquer momento :)


Obrigada e até a próxima !

Natã Bonates